O Cerne da Questão

Crônica de uma tarde de sábado, entre Baal e o multiverso


Capítulo I — Todas contam a mesma coisa

Começou às treze e dez, e começou como começam as boas obsessões: sem aviso.

  • Galera, compartilhando aqui com vocês. Vi um pouco de religião cananeia, irlandesa, mesopotâmica, suméria.

Pausa. E então o veredito:

  • E todas... contam as mesmas coisas.

Eu tinha passado o mês atravessando três milênios e voltado com vários padrões na mão:

  • Todas: um cara que é "dono celestial, pai de deuses", encontrou uma ou duas mulheres, e dela foi gerada a vida e até mesmo outros deuses.

E aí desci ao detalhe, que é onde as coisas ficam interessantes:

  • Baal tinha uma irmã, Anat, com quem ele se relacionava.

    Ela era denominada "virgem", porém era guerreira e inteligente, servia ao Deus Celeste, essa irmã é equivalente a Atena.

    Essa mesma irmã tem uma história de que Baal foi morto pela própria Morte, e ela procurou o cadáver dele e o reviveu.

    Mesma história egípcia de Ísis e Osíris.



Capítulo II — Quem manda na casa?



O grupo levou vinte e quatro minutos para reagir.

Quando reagiu, reagiu do lugar onde cada um estava.

Lucas:

  • Baal, na Igreja Católica, é o nome de um demônio.

Gabriel veio da dúvida honesta, que é a melhor de todas:

  • Tá dizendo que diferentes lugares cultuam o mesmo Deus, só que ele tem nomes diferentes em cada lugar? E algumas anomalias, mudanças baseadas em localização?

Matheus veio do videogame:

  • "Baal, na Igreja Católica, é o nome de um demônio." E no Baldur's Gate. Um demônio. Firme.

Eu respondi ao Lucas primeiro, porque a resposta ao Lucas era história:

  • Teve uma "competição" entre os seguidores de Baal e de Javé, que na realidade se escreve Yahweh, Pai de Baal.

E então, porque teologia comparada sem analogia doméstica não entra na cabeça de ninguém:

  • Só que é tipo pedir para medir "quem manda na casa dos pais de Gabriel": o Gabriel ou o pai dele?

Gabriel, sem saber que estava fazendo teologia, corrigiu a pergunta:

  • É a minha mãe que manda.

Eu quase caí da cadeira:

  • Asherah, pois é.

    Kkk. Ela consegue convencer o seu pai e isso acontece com Yahweh também.



Capítulo III — Os quatro irmãos de Baal



Às treze e quarenta e três chegou o primeiro áudio.

Rindo comecei a falar:

  • Bom, galera, eu realmente estou dando risada disso.

    Vamos lá, pelo que estou vendo, Baal tem quatro irmãos, pelo que estou vendo, tem mais. Mas é a Anat que é a namorada dele; sim, ele fica com a própria irmã.

    Tem o Mot, equivalente ao Set da mitologia egípcia: é a morte, a personificação da morte.

    E também tem o Yam, Quem é o Yam? É Poseidon, é o deus dos mares.

Aqui a conversa deu uma guinada que ninguém esperava, porque eu parei de contar mito e comecei a contar geologia:

  • Inicialmente a Terra, como a ciência explica, depois que ela se esfriou, veio a água, o planeta era totalmente água.

    Então o Yam dominava tudo.

  • Só que Baal não gostava, porque o Yam era meio tirano: as oferendas, tudo, tinha que ser para ele.

    Então se revoltaram e Baal conseguiu derrotar o próprio irmão para assumir o domínio, para ser o deus dos deuses.

    Entendeu? Ele tem um título, que é ser o Deus dos deuses.

E então a peça final, que era onde eu queria chegar desde as treze e dez:

  • E o que os profetas de Yahweh pregam? Que El, é um Deus acima de todos os deuses, como Baal é filho de El... é óbvio que Yahweh é mais forte do que Baal.

Mas o argumento estava inteiro: se o pai e o filho estão na mesma árvore genealógica, não há competição, há hierarquia.

Era a casa do Gabriel de novo, agora com três mil anos e nomes ugaríticos.

Torcendo que tenham compreendido, que por mais que haja um superior, não exclui que exista um, e tão pouco que ele possua poderes.



Capítulo IV — A pira do Monte Carmelo



Uma hora depois, o segundo áudio. Eu tinha ido atrás da pergunta que o Lucas deixou no ar: se Baal era só um deus entre outros, em que momento ele virou demônio?

  • E aí, por que acontece isso de começarem a falar mal de Baal na igreja e tudo mais?

    Um certo dia, em Israel, um rei começou a aprovar o culto a Baal.

    Só que aí chegou o pessoal de Yahweh e falou: não, não, não, tá errado, Baal é ruim, não vai poder cultuar, não.

    Quem é o Deus mais forte é Yahweh.

  • Remontando, deve ter sido tido: "vamos fazer uma competição aqui de Qual é o deus mais forte" e eles montaram uma pira de fogo, e todo mundo que é de Baal vai ficar rezando para que Baal ponha fogo nessa pilha.

    Eles rezaram, rezaram, rezaram e nada.

    Aí chegou um profeta de Yahweh, falou pouquíssimas orações, e veio um fogo gigantesco que tomou conta da pira.

Fiz a pausa de quem vai explicar a piada:

  • Mas o que é isso, gente?

    Vamos lá, imagina você e o seu pai assim, vendo o bagulho: "ai, ai, ai, quem é que manda aqui?" Com certeza o Yahweh falou: você não vai pôr fogo na pilha, não.

    Quem vai pôr fogo sou eu, e foi o que aconteceu.

  • Só que aí é que tem a virada de chave.

    Porque os humanos são burros, eles não entenderam que existe mais de um.

    Eles preferiram idolatrar um só, muito idiota, tipo briga de time, "o meu é maior".

    Não entenderam que tem vários segmentos e aí mataram todo mundo que era seguidor de Baal, e começaram a falar que isso era mal.

    É daí que Baal se transforma num deus demoníaco.

E então, com a honestidade que separa curiosidade de torcida, eu mesmo levantei a objeção:

  • Ah, mas pera: pelo que eu tô vendo aqui, Baal pedia sacrifícios humanos. Realmente pedia mesmo. Aí, tipo assim, ele tava puto com a humanidade por alguma situação específica, e aí matava alguns.

E fechei rindo, porque o outro lado da balança também tem peso:

  • Diferente do Yahweh, né, que acabou com todo mundo na água e pôs fogo em cidade inteira.



Capítulo V — Juro que é a última



Eram quinze e quinze quando novamente reapareci com a solenidade de quem sabe que não vai cumprir a promessa:

  • Galera, mais uma coisa, juro que é a última.

Ninguém respondeu. No grupo, esse tipo de silêncio é permissão.

  • Jesus foi transfigurado — continuei. — "Sua pele brilhou."

Deixei a frase respirar. Depois avancei:

  • O que explica historiadores dizerem que ele na realidade seria negro. Sabe o que isso significa?

E então, sem piedade:

  • Michael Jackson e Jesus têm algo em comum. Kkkkkkkkkkk.

Matheus, que costuma chegar às conversas segurando um freio de mão, citou a frase de volta antes de responder — hábito seu, o de responder sempre com a pergunta pendurada no pescoço.

  • Infelizmente, não temos nada concreto sobre isso. Mas sabemos que ele era bronzeado. Devido ao sol.

Eu, que gosto de piada mas gosto mais de fonte, encerrei o capítulo com o rodapé:

  • Onde na Bíblia: registrado nos Evangelhos de Mateus (17:1-9), Marcos (9:2-8) e Lucas (9:28-36).



Capítulo VI — Não precisa voltar no tempo



Passaram-se vinte e cinco minutos. O grupo esfriou, como esfriam todos os grupos, e foi Felipe quem reacendeu com a resposta de uma antiga pergunta inocente: "Se vocês voltassem no tempo, vocês iriam atrás de ver Jesus?"

  • Não precisa voltar no tempo, eu falo com Ele todo dia.

Felipe não riu. Felipe abriu o livro:

  • Mateus 6:6-7 — "Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa. Nas suas orações, não fiquem repetindo o que vocês já disseram, como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas."



Capítulo VII — O cerne da questão



Puxei o assunto de volta para o chão:

  • Falar com ele, falamos, mas cê entendeu o cerne da questão, que eu sei kk.

Felipe não entendeu. Ou entendeu e quis ouvir dito:

  • Qual cerne?

E foi ele mesmo quem respondeu, dois minutos depois, no parágrafo mais longo da tarde — escrito como quem põe a mesa antes de sentar:

  • Eu li vocês falando que todas as culturas contam histórias parecidas, mas vocês esquecem de uma coisa que não conseguem refutar até hoje na Bíblia: a forma como suas profecias, sua mensagem e sua história se conectam ao longo de séculos, apontando para Cristo.

    Não é simplesmente uma coleção de histórias isoladas; existe uma narrativa que atravessa gerações e encontra em Jesus o seu centro.

Eu li. E percebi que a tarde inteira tinha sido um mal-entendido simpático: Felipe defendia uma muralha que ninguém estava atacando.

  • Mas não estamos negando a Bíblia, bb.

Matheus, que tinha passado a tarde inteira citando os outros, finalmente citou e concordou:

  • Verdade.



Capítulo VIII — A linha canônica



Dois minutos depois chegou o último áudio. Era a explicação que faltava dita do jeito que só se diz falando, com o pensamento se montando no meio da frase:

  • É que, tipo assim, se fosse uma comparação, deve ser tipo... DC, tá ligado?

    Que tem vários universos, cada universo da DC, tem um número que fala como o Superman pegou os poderes dele.

    E aí, agora, a Bíblia: ela é tipo a linha canônica, tá ligado?

    Segue dela, do livro mais novo.

    Não tem atualização, não tem pitaco dos outros universos.

Era isso desde as treze e dez. Não que as outras culturas não contassem histórias parecidas, contam as 'mesmas histórias', e foi justamente disso que eu falei a tarde toda: Anat e Atena, Baal e Osíris, Yam e Poseidon, o mesmo enredo redesenhado em cada cidade.

O ponto era que só uma dessas linhas se comportava como continuidade: um fio que se mantém de livro em livro, sem se reescrever a cada edição, sem versão alternativa em que o herói ganha os poderes de outro jeito.

Felipe tinha dito a mesma coisa com profetas. Eu disse com quadrinhos.



Capítulo IX — É como o Miranha



O silêncio durou um minuto. Foi Felipe quem o quebrou, e quebrou com a frase mais honesta que alguém pode dizer num grupo:

  • Juro que não entendi a analogia.

Assumi o prejuízo na hora:

  • Foi pra quem acompanha HQ mesmo. Mas calma aê. Deixa eu pensar em outra.

  • Ei, Pedro — chamou Gabriel, de algum lugar da conversa.

Ninguém ouviu. Matheus já tinha achado a tradução:

  • É como o Miranha, tem várias variantes. mas há eventos canônicos da original.

Foi então que Gabriel fez a pergunta que estava embaixo da tarde inteira, esperando alguém olhar:

  • Mas isso seria tratar a Bíblia como uma mitologia, né?

As duas respostas chegaram no mesmo minuto, e eram opostas.

  • Mas é uma mitologia — disse Matheus.

  • Não — eu disse.



Capítulo X — Pra ser mitologia tem que ser mentira



Felipe voltou quatro minutos depois com a definição na mão:

  • Pra ser mitologia tem que ser mentira. E ela é totalmente verdadeira.

Matheus discordou do jeito que discorda quem não quer brigar:

  • Acho que depende, Felipe. Depende do ponto de vista do outro.

  • Então, é aí que tá, kkkk. Não depende — respondeu Felipe. — Por que, por exemplo...

Não terminou. Gabriel cortou com a pergunta prática:

  • Existem registros da existência, e documentos e provas?

E eu, que vinha de outra direção, respondi a uma pergunta que ninguém tinha feito, mas que era a dele desde o começo:

  • É que, na minha visão, precisa de muito mais fé acreditar que a nossa existência não tem motivo.

As respostas ao Gabriel chegaram juntas:

  • É o que mais tem — disse Felipe.

  • Existe, mano — disse Matheus. — Mas também outras religiões têm.

  • Exatamente — emendei.

  • Por isso falo — insistiu Matheus. — Depende da visão do outro. E da sua.

E eu trouxe o exemplo que acendeu o resto:

  • Quem vai em Umbanda, quem faz rituais, tem evidências de que funciona.

  • Exato — disse Matheus.

Felipe não hesitou:

  • Sim, mas ali é o diabo.

Ali a conversa parou de ser sobre mitologia comparada.

  • Esse é o problema — respondi. — Com todo respeito, mas essa visão é preconceituosa.

  • No budismo, a mesma coisa — apoiou Matheus. — Sim.

  • Isso tá descrito na própria Bíblia — devolveu Felipe. — Não é um preconceito.

  • Esse é o B.O. da humanidade — insisti.

  • Então, cara, como tô falando: pra ti pode ser. Mas pro outro não — disse Matheus.

E fechei o raciocínio com a simetria que vinha construindo desde a pira do Carmelo:

  • Na Bíblia deles também possuem inimigos, e na do inimigo deles também, kkk. Mas e se o seu "diabo" faz o bem lá, e o seu Deus for o diabo lá?

A pergunta ficou sem resposta. Não porque não houvesse — porque Felipe escolheu não brigar por ela.



Capítulo XI — Todos os nomes



  • Bom, até pra crer em Deus Ele precisa mexer os pauzinhos — disse Felipe. — O convencimento não vai vir da minha parte.

E então, em quatro mensagens seguidas, desarmou a tarde inteira:

  • Deus abençoe a todos. Suas dúvidas são legítimas. E nem acho que tenha maldade nelas. Somos humanos.

Eu respondi na mesma moeda:

  • Ele mexeu, para que eu fosse atrás dele. O que está me fazendo crer mais ainda nele — e em todos os seus nomes.

  • Como assim, todos os nomes? — perguntou Felipe.

  • El, YHWH.

  • Ata. — E, depois: — Não são nomes, são atribuições. Jireh, Rafah, Elohim, etc.

  • Mas todos os nomes são — eu disse.

E aí, no fim de quase três horas de Baal, Anat, Yam, Mot, Superman, Miranha e Rick and Morty, o grupo achou o único terreno em que os três pisavam juntos. Foi Matheus quem pisou primeiro:

  • Elohim é firme.

  • Sim — disse Felipe.

  • Gosto também — eu disse.

E então, encerrando o livro com a frase que explica por que existem grupos assim:

— É bom falar.

Podia ter terminado aí. Teria terminado bem. Só que seis minutos depois Felipe voltou.



Capítulo XII — Tudo o que foge dela



Ele voltou sem rodeio, respondendo à pergunta que tinha ficado no ar dois capítulos antes:

  • Não é o mesmo Deus, porque o Deus verdadeiro está descrito na Bíblia. E tudo que foge dela não provém Dele.

E, antes que alguém apontasse, apontou ele mesmo:

  • É óbvio que isso é uma questão de fé.

Depois abriu o livro duas vezes, como quem mostra a planta da casa em que mora.

Primeiro, para dizer que a régua não se dobra:

  • Inclusive, existem coisas que essas culturas fazem que são condenadas pela Bíblia. E, como está descrito: "Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra." Isso tá em Mateus 5.

  • Se eu falar assim, "tudo é relativo", eu estaria negando a palavra Dele.

Segundo, para dizer que Quem a segura também não se dobra:

  • E contradizendo o que Ele fala aqui: "Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?" Esse tá em Números 23:19.

E então fechou com a frase que reorganizava tudo o que eu tinha chamado de preconceito uma hora antes:

  • Se a Bíblia é a base da minha fé, eu iria contra ela? Não. Logo, o que é visto como preconceito, pra mim é um fato.

Não era mais uma discussão sobre panteões. Era uma discussão sobre de onde cada um estava olhando e Felipe acabara de dizer, com todas as letras, de onde olhava.



Capítulo XIII — Não é "macarrão ou queijo"



Eu respondi em áudio, e comecei repetindo o versículo do Felipe não para refutá-lo, mas para levá-lo a sério até o fim:

  • "Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?"

  • Gente, assim: se foi feito um massacre em outra religião, coisas abomináveis em nome de Deus, orgias, sexo em público, sacrifício de criança se isso aconteceu, ainda assim foi Deus que permitiu, no seu ponto de vista. Então não é que a gente tem que apontar o dedo e falar que aquilo foi ruim.

E aí veio o pulo:

  • Se você for levar ao pé da letra o que você está falando, e se você tivesse a visão que estou falando de que todas as outras religiões são basicamente a mesma história, que leva a Deus, logo, tudo o que aconteceu nas outras religiões também é obra do meu Deus. Eu acho que é só isso que você está se perdendo um pouco.

O segundo áudio veio logo em seguida, para desfazer o mal-entendido que vi chegando:

  • Então, quando você diz "ah, se a gente começar a falar que tudo é relativo, nada vai ser bom" pô, é Deus que permitiu.

    Então a gente não está falando que... tipo... "ah, é, depende, depende". "O que você quer comer, macarrão ou queijo?" "Depende." Não é isso.

  • A gente está falando de uma coisa assim, pô, cara: Deus é tão perfeito que isso aconteceu nas outras religiões, e todas levam para o mesmo ponto. Entende?

O relativismo que Felipe temia era o do cardápio: tanto faz, escolhe o que quiser. O que eu estava propondo era o oposto disso, não que nada aponte para lugar nenhum, mas que tudo aponte para o mesmo lugar, inclusive o que foi contado errado, inclusive o que foi contado em outra língua e com outro nome.

Se isso é o mesmo Deus visto de longe ou coisas diferentes que só se parecem de longe, ninguém decidiu naquela tarde. E a pergunta ficou onde a deixei, aberta.



Apêndice I — Passagens citadas



AssuntoReferência
A disputa da pira, Baal contra Yahweh
1 Reis 18:20-40

A Transfiguração
Mateus 17:1-9 · Marcos 9:2-8 · Lucas 9:28-36

Sobre a oração em segredo
Mateus 6:6-7



Apêndice II — Quem é quem, segundo a tarde de sábado



NomePapel no panteão cananeuParalelo levantado no grupo
El


O pai, o deus celeste, cabeça do panteão

Identificado por mim com Yahweh
Asherah


Consorte de El, mãe dos deuses

"É a minha mãe que manda"

Baal


Filho, deus da tempestade, "Deus dos deuses"

Osíris (morto e revivido) · o demônio da tradição posterior

Anat


Irmã e companheira de Baal, virgem guerreira

Atena · Ísis

Yam


Deus do mar, derrotado por Baal

Poseidon

Mot


A Morte personificada

Set

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