Quando adotamos uma cartilha neoliberal focada apenas em atrair Empresas e capital estrangeiro sem fortalecer nossa própria base, enfraquecemos o mercado interno.
Grande parte do lucro gerado por essas multinacionais acaba sendo remetida para o exterior, restando ao país (recursos humanos), apenas uma parcela menor da riqueza gerada.
Essa dinâmica de desvalorização do mercado interno não é novidade na nossa história, a Revolução Farroupilha estourou justamente porque o governo central adotou uma postura parecida: sufocou os estancieiros gaúchos com impostos abusivos sobre o charque nacional, enquanto reduzia as taxas do produto estrangeiro que vinha de fora.
resultado foi a destruição da competitividade local e uma revolta legítima contra um sistema fiscal que jogava contra o próprio povo
Para piorar a realidade atual, como o sistema evita a taxação progressiva sobre as grandes fortunas e rendas mais altas, a carga tributária recai de forma pesada e indiscriminada sobre o consumo interno de quem já ficou com o resto.
Nossa realidade hoje é que não é só a parcela que mais recebe que paga mais imposto.
São TODOS.
Por isso o impostômetro é gigante: porque todos pagam.
Até quem não merecia arcar com uma taxa tão alta acaba pagando pelo simples ato de existir (IPTU, IPVA e vai paulada), enquanto a produção nacional segue asfixiada pelo Estado, exatamente como no passado.
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